Descrição 

Filho de financistas suíços, educado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, Alain de Botton é uma estrela da cena literária britânica. Seus livros são híbridos de aforismos filosóficos com relatos das esperanças e do fracasso amoroso dos anos 90. O resultado é uma reflexão original, onde a narrativa funde o ridículo, o solene e a poesia dos relacionamentos contemporâneos.

Em O movimento romântico, Alain de Botton faz uma autópsia de uma relação condenada pela rotina. Usa as situações previsíveis do encontro e desencontro de personagens entediados da cena londrina: um jovem e pretensioso executivo de médio escalão do mercado financeiro, e uma depressiva funcionária de uma agência de publicidade. Mas recheia o relato com comparações com os romances e dados biográficos de Gustave Flaubert, e faz anedotas com citações de Schopenhauer e La Rochefoucauld. Visita Descartes, Platão, Wittgenstein e Aretha Franklin.

Tudo é conjugado com uma crônica de costumes onde as transas, a fila do cinema, o sexo, o vício de consumo, o tédio do trabalho, das festas, o “ver e ser visto” nos restaurantes da moda e os pacotes de viagens românticas ganham um olhar filosófico temperado com as sutilezas do humor britânico.

Ensaios de amor, a estréia literária de Alain de Botton, já foi traduzido em treze idiomas e lembrado como o Fragmentos de um discurso amoroso da cultura pop. Como o mestre Roland Barthes, Alain de Botton é um artífice da escrita que se serve de Filosofia, de clássicos da Literatura, do encanto e da banalidade dos relacionamentos para falar de amor, com elegância, erudição, desenvoltura e muito charme.

Para o escritor John Updike, em um artigo na revista The New Yorker, “O movimento romântico é um foco de luz na natureza dos relacionamentos… o método de contar muito e mostrar pouco produz uma boa mostra de sabedoria e humor“.

Autor: Botton, Alain
Categoria: Crítica Literária

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